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...Uma conservadora perdida....
...Sou uma pessoa conservadora e antiquada. Estou perdida no século XXI. Principalmente no que diz respeito ao amor. Vou falar de novo sobre isso? Sim. Está entre uma das coisas mais polêmicas sobre as quais podemos conversar. E, aproveito pra focar mais nos relacionamentos conjugais no século XXI.
Ora, veja que as pessoas amam até às onze da noite. Quando dá meia noite, todo o sentimento que era eterno, profundo e inabalável se desfaz, como se transformou em abóbora a carruagem da Cinderela. A diferença é que a abóbora, na relação, é um sentimento triste, neurastênico e sem graça, que mais se assemelha a um chuchu. Nada é eterno, de fato. Mas nos dias de hoje, o amor tem não só tem data marcada pra acabar, como também horário e forma. Fim de namoro é quase como comprar um produto de tão clichê que a coisa tá ficando.
Boa parte disso tem a ver com falta de comprometimento. O ser humano quer muito sem oferecer nada. Quer amor, paixão, desejo, compreensão, incondicionalmente. Sem oferecer nada, sem ceder um milímetro, sem se propôr a nada além de continuar estagnado, sendo sempre "ele mesmo". Mas como será que tanto egocentrismo e ignorância cabem na multidão distante e protegida do século XXI? É uma coisa que Freud preceisaria explicar. O ser humano dos anos 2000 quer tudo sem fazer nada, porque acha que merece.
Sou do tempo em que ninguém tinha vergonha de estar comprometido e ninguém evitava isso. No meu tempo, isso afastava as pessoas que você ama de você. Se você gosta de alguém, é correspondido, porque querer manter essa pessoa a distância? Porque não mostrá-la pra todo mundo? Por que não sair colocando em Orkuts, MSNs, E-mails, Outdoors, Placas, Faixas, Carros e Trios Elétricos que você é, sim, alguém comprometido e feliz? Não entendo, mas parece que a liberdade é a desculpa. E desde quando relacionamento é sinônimo de um grilhão nos pés, como os de escravos. Um relacionamento de verdade é despreendido, baseado em confiança. Ninguém deveria se sentir preso ao ter um relacionamento equilibrado. Se não é equilibrado, não e relaconamento. É competição, posse, qualquer coisa que o valha, menos um relacionamento.
Sou do tempo em que beijar várias bocas sem sentimento fazia de você em ser vazio. Coisas sem sentimento nunca fizeram bem a ninguém. Por que beijar pessoas sem sentimento deveria fazê-lo? Porque várias quando se pode ter uma? Porque não ter exclusividade de alguém se você pode ser exclusivo? Por que aceitar tão pouco de alguém quando você pode ter uma troca de algo muito maior? Porque se contentar com tão pouco, com uns poucos beijos e uma ligação a cada dois meses? Porque não se envolver? No meu tempo, isso era coisa de gente pirada, insegura, e futuramente catatônica de tanto tempo presa entre as próprias muralhas, mantendo todas as pessoas seguramente longe, para auto preservação.
Que mané auto preservação! Isso não dá certo. Relacionamentos a dois são baseados em entrega mútua, em compromisso, em decisão de abrir mão de todas as outras pessoas interessantes que podem aparecer. Por quê? Pra que um ato insano desses? Com 6 bilhões de pessoas no mundo, sendo muito seletivo, no mínimo uns 2% disso há de encaixar perfeitamente no seu perfil. (E isso dá o estrondoso número de 0,12 bilhão de pessoas!). Porque aquele ser que não gosta das mesmas coisas que você ou tem aquela mania irritante de roer unhas na sua frente, ou ainda, aquele que sabe te irritar da forma mais profunda possível? Porque aquela pessoa do seu lado te faz feliz. Porque você decidiu ficar com ela mesmo quando milhões de outras oportunidades aparecessem. Mas isso é no meu tempo. Como eu disse, eu estou completamente perdida neste século, com estas pessoas que querem muito sem dar nada e que depois sofrem por não terem o que queriam. É paradoxo demais. As pessoas complicam tanto tentando facilitar que depois querem simplificar e não conseguem mais. É muito mais fácil deixar as coisas acontecerem e não afastar as pessoas de você. Aproximar as pessoas é algo instintivo. Afastá-las exige muito mais esforço.
Sou do tempo em que pessaos ruborizavam, que apertos de mão valiam um contrato e que casamentos eram felizes. Sou do tempo em que o amor não se confundia com mais nada e nem se protegia de si mesmo. Sou antiquada e conservadora. Acredito no amor eterno, em relacionamentos que pdoem dar certo e em encontrar uma pessoa que te faça feliz sem achar que te possui. Acredito em ficar com uma pessoa só, em mudar por amor e se adaptar a ele. Acredito que sexo sem amor é nojento. Acredito que tudo o que é feito para auto preservação acaba por fazer as pessoas carentes, vazias e azedas; não preenche, não dá sustância, não completa, não preenche, não dpa sustância, não completa, não preeenche...(....). Mas eu sou só uma conservadora perdida no século XXI.
Ei, você, que roubou e escondeu o amor, que o transformou nessa coisa sem graça e perdida que é hoje...Traga-o de volta!
Um abraço.
E uma pílula
kaequilia.
segunda-feira, julho 09, 2007 | Grupo: ...Cinderela | 3 Comments
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